domingo, 15 de janeiro de 2017

Tutorial: my.Sketchup



Podemos utilizar o Sketchup sem instalar a aplicação no computador. Com uma ligação à internet e um navegador capaz de correr WebGL, podemos modelar em 3D com a aplicação web my.Sketchup. Esta aplicação contém as ferramentas elementares do Sketchup, permitindo modelar directamente no navegador. Com uma conta Trimble, que se pode criar com credenciais de contas google ou redes sociais, podemos gravar o nosso projecto na cloud e voltar a aceder quando desejarmos. Em alternativa, podemos descarregar o ficheiro do Sketchup para o nosso computador. Podem descarregar aqui o tutorial em PDF: Tutorial Sketchup 11: my.Sketchup.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Workshop Introdução à Impressão 3D - Batalha


A salinha arrumada, tudo pronto a começar. Hoje, casa cheia com quinze formandos, pelo Agrupamento de Escolas da Batalha, num workshop que partiu de um desafio do professor Marco Neves para partilhar com ele a nossa experiência de uso das impressoras 3D BEEVERYCREATIVE, bem como modelação, validação de mesh e potencial pedagógico desta tecnologia. É um pouco ingrato meter tanta coisa numa sessão de três horas, mas consegue-se.

Ao longo da sessão, abordámos:
- tecnologia de impressão 3D, explorando o hardware e software;
- uso e manutenção de uma impressora BEEINSCHOOL;
- integração web/pc/tablet do FormIt;
- introdução à modelação 3D com Tinkercad;
- experiência pedagógica vinda do terreno, das práticas desenvolvidas no âmbito das TIC em 3D;
- problemáticas intrínsecas da impressão 3D, ao nível da mesh, modelo ou hardware;
- modelação 3D com Sketchup;
- validação e correcção de mesh com netfabb (manual e automática) ou Meshlab (algoritmos de correcção e redução de polígonos);
- pesquisa de modelos 3D em repositórios (Thingiverse, Sketchfab e Grabcad);
- desenho 2D em Inkscape com extrusão 3D no Tinkercad;
- partilha de recursos e tutoriais.

Ufa! A lista é longa. De fora ficaram as aplicações para tablet, embora tenha falado do seu potencial durante a sessão.


No final da sessão, tudo mais desarrumado e usado. É o espírito.

Tenho razões fortes para desenvolver estas sessões desta forma. Não quero mostrar a impressão 3D como algo muito fácil, que seja só ligar a impressora, sacar uns modelos da net, e já está. O seu verdadeiro potencial é despertado pela modelação, e como professores, creio termos o dever de estimular os alunos para a criação e resolução de problemas. O 3D permite isso, com interdisciplinaridade elevadissima. Ao falar de modelação e impressão, fala-se de matemática, geometria, património, TIC, história de arte... adoro sublinhar que a modelação 3D por primitivos, agregando formas geométrica para criar figuras representativas, é uma expressão contemporânea das estéticas de geometrização na representação do real que vêm não do abstraccionismo, mas do renascimento, com o desenvolvimento das leis da perspectiva. Que a própria noção de perspectiva e representação em espaço tridimensional, tão fundamental em 3D, é herdeira de métodos de representação que nos vêm da antiguidade clássica, das tradições grego-romana e egípcia.

Nestas sessões, tanto se fala de pavimentações em malha poligonal como de Giotto. O pintor, não a marca de tintas escolares.

Uma manhã recompensadora, apesar de gelada (apanhei zero graus a caminho da Batalha), que ainda me permitiu uma rápida revisita ao alto manuelino do mosteiro, tendo como anfitriões na escola da Batalha os fantásticos Marco Neves (mestre da programação em android) e Miguela Fernandes (grande mestre do eTwinning). Espero que tenham gostado tanto como eu!

Contaminação Maker


Desta vez, não correu tão bem. Uma das nossas impressoras 3D teve um entupimento há uns dias atrás e as técnicas habituais para desentupir - aquecer, descarregar, retirar o nozzle e verificar o canal frio, não resultaram. Uma dica do apoio técnico da BEEVERYCREATIVE, aquecer um clip de metal para derreter o filamento na zona dos carretos e aliviar a pressão, também não funcionou. Com a habitual simpatia e presteza, o apoio técnico solicitou que lhes enviássemos a impressora para avaliação do problema.

Seria algo que nos deixaria confortável há ano e meio atrás, quando arrancámos esta maravilhosa aventura no mundo da impressão 3D. Felizmente, ao longo deste tempo, temos aprendido muito com esta aventura. Talvez uma das maiores aprendizagens tem sido o perder o medo de mexer nestas tecnologias. É algo que fazemos com a relutância de quem é responsável por material de preço elevado, mas que tem representado um desafio cada vez menos assustador. Claro que saber que se tem do outro lado um apoio técnico compreensivo, capaz de guiar com toda a clareza os utilizadores na análise e desmontagem de uma destas impressoras, ajuda muito. Por isso, para surpresa nossa, fomos nós que solicitámos uma sessão em skype para desentupir ou desmontar o extrusor. Suspeitamos que estamos a ficar contaminados pelo espírito maker.


Durante a sessão, fomos guiados nalgumas técnicas para tentar diagnosticar e resolver o entupimento. Experiência que se traduziu em conhecimentos preciosos para ajudar outros colegas destas aventuras no 3D Printing que também utilizam impressoras destas. Infelizmente, nenhuma permitiu resolver o entupimento, que irá obrigar a uma desmontagem mais completa do extrusor para remover o filamento da zona do canal frio. Confessamos que o desafio nos pareceu interessante, e exequível com o precioso apoio dos técnicos da BEEVERYCREATIVE. Tendo a escola em final de obras, com uma sobrecarga de trabalho acrescido para auxiliar e acompanhar as finalizações no que respeita à infraestrutura tecnológica, não temos tempo útil para este desafio. Mas não vai toda a impressora. Sem medo, e com ajuda, desmontaram-se as zonas problemáticas deste problema, o extrusor e o tubo PTFE. Serão esses os elementos a ser enviados para intervenção, e não toda a impressora.

Esta facilidade de intervenção é um crédito quer para a clareza e disponibilidade do apoio técnico da empresa, quer para a forma como estas impressoras estão concebidas e desenhada.

A sessão de apoio técnico prolongou-se e acabou por apanhar parte da hora do nosso clube de robótica. Tínhamos planeado uma sessão sobre modelação 3D e voo de drones, mas com o professor empatado a tentar resolver o entupimento, os alunos acabaram envolvidos na sessão. Há que admirar o sorriso no rosto do técnico quando, através da videoconferência, se viu rodeado dos nossos pequenos criativos das tecnologias. Quão pequenos? A maior parte dos elementos do nosso clube são alunos de quinto, sexto e sétimo ano. Não se perdeu uma sessão do clube, antes, aproveitámos para que estes alunos ficassem a conhecer melhor a impressora e os seus componentes. Não nos livrámos do comentário da aluna que nos tem acompanho desde a Maker Faire 2016: "está a ver, professor, sempre que estamos a resolver problemas com a impressora, as pessoas juntam-se à volta".

Este é um dos pormenores que salientamos quando nos desafiam a desenvolver sessões de divulgação e workshops sobre impressão 3D. As vantagens de saber que, do lado de lá, temos apoio e ajuda quando a tecnologia nos dá inevitáveis problemas. As tecnologias não são infalíveis. Sublinhe-se, no entanto, que nos dois anos e meio que temos desta aventura na impressão 3D este é o terceiro problema complexo que sofremos, e as nossas impressoras estão em funcionamento quase contínuo. Desta vez a resolução não correu tão bem como aquando da anterior, mas não deixou de ser uma excelente experiência de aprendizagem para nós e para os nossos alunos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A Terra Treme mas a Ponte Segura-se!


Construções antissísmicas são o tema do projecto com que participamos na edição deste ano do concurso de ideias Ciência na Escola - Fundação Ilídio Pinho. Fomos aprovados para a segunda fase, com apoio financeiro, por isso em breve iremos estruturar e arrancar com actividades! Deixamos aqui o resumo do projecto.


Título: A Terra Treme mas a Ponte Segura-se!

Nº de turmas envolvidas: 2

Nº de alunos envolvidos: 60

Resumo do projeto:

Cruzando conhecimentos das áreas de Ciências, Educação Visual e TIC, pretendemos neste projeto abordar a importância de soluções arquitectónicas anti-sísmicas, utilizando modelação e impressão 3D para criar modelos de casa à prova de sismos, soluções anti-sísmicas da Ponte 25 de Abril, e modelos tangíveis da estrutura terrestre para utilização como material pedagógico em Ciências.

Descrição do Projeto

1. Introdução/Objetivos:

A impressão 3D permite dar tangibilidade a conceitos complexos com objetos pedagógicos nas áreas científicas, sendo uma forma barata e eficaz de facilitar e tornar mais eficiente a aprendizagem dos alunos. Propomos, neste âmbito, um projeto de modelação e impressão 3d de modelos sismológicos e soluções antissísmicas. Pretendemos que os alunos participantes ampliem os conhecimentos abordados em ciências naturais no âmbito da unidade curricular Sismos, recriando-os virtualmente utilizando em 3D e, posteriormente, recorrendo a uma impressora 3D para imprimir os seguintes elementos: modelo sísmico, modelo dos constituintes do interior do planeta, casa e ponte com soluções antissísmicas. Este projeto funcionará em três momentos: após abordagem ao tema curricular, seleção e conceção de modelos sísmicos; estudo de soluções arquitetónicas antissísmicas; pesquisa das soluções antissísmicas existentes na Ponte 25 de Abril; recriação em impressão 3D dos elementos respetivos às fases anteriores.


2. Processos/Procedimentos e Produtos:

Ciências Naturais: Descrever medidas de proteção de bens e de pessoas, antes, durante e após a ocorrência de um sismo; Reconhecer a importância da ciência e da tecnologia na previsão sísmica.

TIC: Aprendizagem de conceitos elementares de modelação e impressão 3D; Modelação e impressão 3D.

Educação Visual: Métodos de representação rigorosa.

Procedimentos:  Aprendizagem de conceitos  de sismologia (CN);  Conceção gráfica dos elementos a recriar em 3D (TIC/EV); Modelação em 3D dos módulos de modelos sísmicos, casa e ponte antissísmica (TIC); Impressão 3D de módulos para assemblagem em sala de aula (TIC);  Impressão 3D de modelos sísmicos para utilização como recurso de aprendizagem (TIC).

Produtos:  modelos sismológicos impressos em 3D; ficheiros STL partilhados com licenciamento Creative Commons.

3. Relevância Pedagógica:

- possibilitar aos alunos envolvidos trabalhar directamente com tecnologias de impressão 3D;
- definir metodologias de abordagem à impressão 3d integradas em conteúdos curriculares;
- abordar a tangibilidade de conceitos complexos utilizando tecnologias de impressão 3D;
- aprofundar em trabalho de projecto interdisciplinar conteúdos específicos de ciências;
- estimular os alunos para áreas CTEM;
- reforçar intercâmbios no binómio escola-instituições.


4. Parcerias:
As parcerias externas possibilitam apoio na impressão 3D e acesso à rede nacional de FabLabs para divulgação do projeto e seus produtos.
BEEVERYCREATIVE (apoio técnico na impressão 3D); LAB Aberto (divulgação na rede de FabLabs)

5. Potencial de Execução:

Interno: recursos didáticos sobre sismologia impressos em 3D utilizáveis como reforço/simplificador de aprendizagem nas aulas de ciências naturais;
Externo: disponibilização online com licenciamento creative commons dos ficheiros produzidos para impressão 3D por terceiros (outras escolas, etc).

Instantes


Tirar apontamentos nas aulas de TIC em papel? Isso é tão século XX.


Estamos a dar formação de Sketchup no Centro de Formação Associação de Escolas Rómulo de Carvalho, em Mafra,  a um grupo que inclui educadoras de infância, professoras de matemática, informática e ciências, e um engenheiro mecatrónico. São sessões de três horas muito zen. Depois de dado o desafio e mostrada a técnica de trabalho, só se ouve os cliques dos ratos. Como é habitual nas formações que dinamizamos, não há intervalos, só formandos sorridentes a descobrir o gosto por criar no computador.






Casa a casa... mais um dos projectos do projecto Rainbow Village.


Casa a casa... se não tivermos cuidado, em breve teremos uma metrópole Rainbow Village.





Do esboço ao projecto rigoroso, à modelação 3D e impressão. O melhor do projecto eTwinning Rainbow Village foi ter permitido esta partilha de conhecimento e técnicas de trabalho entre  diferentes áreas. Quando ao resto, à partilha internacional que torna estes projectos uma mais valia para os nossos alunos, fiquemo-nos pela constatação que é má ideia embarcar num projecto internacional dependente de internet quando se tem a escola em obras, a sala TIC foi mudada de lugar, e ficamos com um único computador ligado à rede para trabalhar.


Uma sessão diferente do LCD_AEVP. Tinha planeado modelação 3D em FormIt e voo programado de drones, mas estivemos de volta da nossa BEEINSCHOOL, a tentar resolver um entupimento no extrusor. O técnico da BEEVERYCREATIVE que estava do lado de lá, na sessão de videoconferência agendada para nos guiar nos passos de possível resolução do problema, não estava à espera de ver tantos meninos à volta de uma impressora... A reparação não foi bem sucedida, e o extrusor vai até aos serviços da empresa para limpeza. Mesmo assim, foi uma excelente experiência de aprendizagem!


Efeito sexta-feira 13? Depois da sessão de reparação da impressora 3D, viemos até ao pátio da escola voar um dos drones do clube. Voos que estavam a correr bem, até uma rajada de vento ter atirado o drone contra o quintal da casa ao lado da escola. Enfim. Inovações educacionais LCD: o primeiro drone crash do AE Venda do Pinheiro.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Instantes


 Estamos de regresso. Nas aulas de TIC, os alunos iniciam os seus projectos finais. Como a finalização das obras não está concluída e a sala de aula está offline, tivemos de restringir as aplicações às instaladas no PC. O que permite aventuras interessantes, como este Dalek em progresso. EXTERMINATE? (Só os whovianos compreendem.)


Esta semana, o projecto de impressão esteve direccionado para um pedido: os prémios Central Comics da revista H-alt, a entregar no próximo dia 25 de janeiro, em Lisboa, distinguindo os melhores ilustradores e argumentistas do projecto H-alt. Esta revista de banda desenhada independente conta já com quatro edições, de constante evolução qualitativa, dando voz aos mais recentes autores portugueses de Banda Desenhada. Podem conhecê-la aqui: revista H-alt






"É a melhor hora da semana", disse-me hoje um dos alunos do LCD. Nesta sexta-feira, a sessão foi dedicada a explorar os nossos kits LittleBits, que fizeram as delícias dos alunos com as suas múltiplas combinações.


Hoje, a brincar. Este tipo de tecnologias permite outras abordagens, para lá da didáctica tradicional. Como professor, o mais difícil nestes momentos é não ceder à tentação de ensinar. A melhor estratégia é afastarmo-nos, e deixar que os alunos descubram por si próprios.


Aproveitámos, e preparámos o novo armário electrificado de tablets para o Centro de Recursos.


Ainda houve tempo para montar um kit de carro solar. O professor também sente que esta é a melhor hora da semana.


Semana que tem sido passada a preparar as zonas novas da escola. Os detalhes a terminar são mais do que muitos. Coordenar com os electricistas na montagem das infraestruturas de rede, preparar computadores para as novas salas de aula, montar equipamentos. É bom ver a escola a crescer, renovando-se para prestar um melhor serviço à comunidade. Dá um gozo enorme, passar por espaços que há quatro meses ainda não existiam. São vistas inéditas, as destas semanas.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Workshop Introdução à Impressão 3D - Batalha


Para iniciar bem o ano de 2017. Dia 14 de janeiro estaremos pela Batalha a partilhar o que sabemos sobre impressão 3D e educação. Workshop da ANPRI, creditado como ação de curta duração. Podem aceder aqui ao formulário de inscrições.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Instantes


Não, não é uma árvore de natal techie. As novas salas de aula da escola estão quase prontas, e estivemos a preparar computadores. Os monitores precisam de colunas de som, e optámos por retirar os da sala TIC, que substituímos por monitores sem coluna. Parece filantropia, mas experimentem dar uma aula de edição de vídeo a trinta alunos com este tipo de equipamentos, e percebem que quem sai a ganhar somos nós...


Locais onde não se espera encontrar uma BEETHEFIRST, mas ainda bem que lá estão: na zona de impressão da loja Staples das Caldas da Rainha.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Workshop Materializar o Imaginário


Dia 21 de janeiro vamos estar no espaço do Arte Estúdio Imaginário, em Mafra, a dinamizar um workshop de introdução à impressão 3D.
Materializar o imaginário, utilizando meios digitais. Venha modelar e imprimir o seu objeto! Serão abordadas aplicações de modelação 3D simples para computador e tablet (Tinkercad, Sketchup Make, Thingmaker Design, FormIt), e experimentar o processo de impressão 3D numa impressora concebida em Portugal

Para mais informações consultem o evento do Arte Estúdio Imaginário.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Boas Festas!


Hora da pausa no solstício de inverno. Nestes dias frios, cinzentos e chuvosos. aos alunos que nos motivam, colegas que nos aturam, direção que nos apoia, assistentes operacionais que se divertem com os nossos bonecos, companheiros de luta digital/robótica/virtual, a todos os com que nos vamos cruzando neste desafio de lutar pelas tecnologias criativas na escola, aos que por aqui passarem por acaso ou intencionalmente em busca de saber um pouco mais sobre malhas poligonais e filamento derreto, desejamos... boas festas!

Até janeiro. Até lá, as TIC em 3D colocam as impressoras em modo de pausa.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Sorrir


Ontem, dia 17 de dezembro, a escola-sede do Agrupamento foi visitada pelo primeiro ministro, ministro da educação e autarquia de Mafra, acompanhados do diretor do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, para conhecer as obras de melhoramento e expansão que estão a decorrer na nossa escola, que estarão em breve concluídas. Os repórteres do Jornal de Mafra captaram esta imagem que nos faz sorrir, no espaço maker do Centro de Recursos Poeta José Fanha. Este espaço, elemento fundamental do projecto Fab@rts: O 3D nas mãos da Educação, está a ser criado graças ao prémio de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares, que financiou a impressora 3D da BEEVERYCREATIVE, tablets, filamento e bibliografia. Podem ler a notícia completa deste evento no Jornal de Mafra: António Costa Visita Escola da Venda do Pinheiro.

Os nossos agradecimentos à direção do Jornal de Mafra pela amável cedência desta imagem.

Modelação e Impressão 3D no Plano de Formação da APEVT


Estão previstas duas ações de formação de 25 horas no plano de formação da Associação de Professores de EVT sobre modelação e impressão 3D. Para mais informações, consultem o plano de formação da APEVT e a página Inscrições em Formação APEVT.

A primeira, Impressão 3D: Ferramentas e Metodologias, aborda uma introdução à impressão 3D com ferramentas de modelação 3D no computador (Tinkercad, Sketchup) e tablet (FormIt, Thingmaker Design), validação de peças e detecção/correcção de erros utilizando o Meshlab, Netfabb e 3D Builder, potencial pedagógico desta tecnologias nas áreas artísticas, utilização do Beesoft e das impressoras 3D BEEINSCHOOL. Inicia em Fevereiro, em Lisboa.

Em maio, a formação Modelação 3D na Educação Visual e Educação Tecnológica: Projetos Pedagógicos com Sketchup Make, decorrerá no espaço do Agrupamento de Escolas Francisco Arruda, em Lisboa. Será focalizada na modelação 3D com Sketchup, partilhando metodologias de desenho tridimensional e possibilidades de integração pedagógica.

Aqui nas TIC em 3D, acreditamos que estas ferramentas, e em especial o potencial criador e transformativo da impressão 3D (em bom rigor, manufactura aditiva), pode e deve chegar a grupos alargados de professores. Se os de TIC e Informática são essenciais para as experiências de utilização na escola, dada a afinidade com a tecnologia e o evoluir de um ensino das TIC cada vez mais a olhar para robótica, programação e outras áreas de ponta, docentes de outras áreas também podem tirar partido desta tecnologia, mesmo daquelas vistas como mais teóricas. Interessa-nos em especial, por razões de afinidade, o que os professores das áreas artísticas poderão fazer com estas tecnologias, trazendo preocupações plásticas e estéticas. Este projecto, recordamos, iniciou-se na sala de aula de EVT. O nosso esforço de divulgação (e do projecto Fab@rts em específico) passa por isto, por mostrar que o potencial da impressão 3D não se esgota numa área específica.

Não acreditamos muito na ideia da impressão 3D como ferramenta de massas, com uma impressora em cada casa. Neste momento, é uma tecnologia de nichos que estão a explorar intensamente  valências que se vão multiplicando, num processo iterativo de partilha em que a cultura maker tem sido essencial. No nicho da educação, da tangibilidade ao despertar de competências cognitivas, percepção e visualização espacial, vertentes de exploração criativa e domínio de competências técnicas, intuímos que o seu potencial é enorme. Deixar esta tecnologia fora das escolas é cortar uma via de aprendizagem e desenvolvimento às crianças de hoje, futuros cidadãos interventivos e criadores. A sua massificação talvez venha a ser possível, mas contrapomos que para tirar o maior partido desta tecnologia não chega usá-la, replicando modelos obtidos na internet, é preciso aprender a modelar para despertar o seu potencial como tecnologia criativa. Há toda uma diferença entre o gosto de ver imprimir um modelo 3D criado por terceiros e imprimir algo criado por nós. É essa intensidade que sentimos nas aulas de TIC, projectos interdisciplinares e clube de robótica, aquele momento em que o brilho nos olhos de uma criança que toca no seu objecto lampeja. É isto que queremos partilhar e transmitir.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Nova Casa e Apoio da Gulbenkian ao Robot Anprino



O Robot Anprino, projecto de robótica educativa de baixo custo em que estamos envolvidos na vertente de modelação 3D, já tem a sua casa na internet. Na página Robot Anprino podem ficar a conhecer melhor este projecto inovador, que tira partido da impressão 3D, arduino e programação por blocos para oferecer uma solução concebida por professores para robótica educativa. Também já é possível encomendar kits Anprino para escolas. Para já, dispomos de um carro em três versões: controlado por Bluetooth, seguidor de linhas ou sensor de obstáculos. Visitem, e notem o aceno dos nomes dos robots aos seus criadores.

Uma das melhores notícias que recebi nos últimos tempos é o apoio manifestado pela Fundação Calouste Gulbenkian a este projecto. É uma honra, reconhecimento do mérito e potencial educativo, e essencialmente do esforço da Fernanda Ledesma, presidente da ANPRI, mentora do projecto e incansável lutadora pelas TIC na Educação em Portugal.


Ainda me surpreende como este projecto, que há seis meses era uma ideia difusa discutida em reuniões, e um projecto estranho perdido na minha conta do Tinkercad, é hoje uma realidade. Na Maker Faire apresentámos o primeiro carro, com peças ainda quentinhas da impressora. Hoje, é uma frota. No encerramento do Code Move PT, perdi a conta aos Anprinos...

Claro que no nosso caso, o LCD_AEVP irá imprimir e construir os seus Anprinos. Só me falta adquirir os componentes electrónicos.

Nota: estou envolvido com o projeto, mas não financeiramente. A aquisição dos kits cobre o custo dos materiais de impressão 3D e dos componentes electrónicos. Numa fase posterior do projeto, está prevista a disponibilização dos ficheiros STL, base dos modelos e listagens de componentes para que escolas que tenham acesso a impressoras 3D possam construir os seus. As verbas angariadas destinam-se também a financiar kits Anprino para doação a escolas em zonas desfavorecidas.

Instantes


Casa a casa, a cidade Rainbow Village vai-se construindo.


Ainda falta bastante para finalizar este projecto. Não por culpa dos alunos, mas dos problemas de conectividade que nos dificultam a gestão da transposição dos ficheiros SVG para a web.






Numa aula a meio gás, na última semana do período, o que é que os poucos alunos que não estavam envolvidos em actividades desportivas fazem depois de modelarem no Sketchup mais elementos arquitectónicos no âmbito do projecto eTwinning? Divertem-se a fazer pixel art. A ideia não foi do professor, ele é que detectou este uso inesperado dos computadores da sala de aula.





Gostaríamos que as casas do projecto eTwinning Rainbow Village fossem maiores... mas temos muitas para imprimir, e pouco tempo para o fazer.


A última sessão do LCD_AEVP deste período foi dedicada a reflectir no trabalho já desenvolvido e nos projectos em que poderemos avançar a partir de janeiro. Mas houve tempo para uma surpresa para os nossos alunos...


Lição a retirar: é importante ler o manual.


Aos nossos drones programáveis junta-se um radio-controlado. O objectivo deste é treinar voo livre em pistas e obstáculos, um dos nossos projectos para o segundo período.


Agora entramos em pausa lectiva. Com os alunos num merecido descanso, os professores em avaliações e manutenção de sistemas na escola, e as impressoras a dar vazão aos projectos em fila de espera.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

LAB Aberto: Modelação e Impressão 3D

Interessado na modelação e impressão 3D mas não sabe por onde começar? Nesta página do fablab LAB Aberto estamos a elaborar uma lista de aplicações de modelação 3D para PC e tablets, incluindo programas de validação e reparação de erros. Esta página também incluirá tutoriais para facilitar a aprendizagem destas ferramentas. As escolhas reflectem a experiência prática dos elementos do LAB Aberto que trabalham com modelação e impressão 3D, a partilhar nos workshops dinamizados neste fablab. Podem ficar a conhecer este work in progress no LAB Aberto: Modelação e Impressão 3D.

Natal em 3D


A árvore de natal do Centro de Recursos Poeta José Fanha, este ano, tem um pormenor high tech. Os elementos decorativos foram modelados pelos alunos do LCD_AEVP nos tablets, e impressos na impressora 3D da biblioteca.


Os nossos alunos utilizaram o FormIt e o Sculpt+ para criar as suas decorações.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Code Move PT


Não resistimos a deixar uma estrela impressa em 3D na árvore de natal do código no Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva. Estivemos presentes junto de instituições e clubes de programação e robótica no evento de encerramento da primeira iniciativa do Movimento Código Portugal, que durante a semana de 5 a 11 de dezembro colocou alunos de mais de mil escolas a programar.


Estivemos presentes como LCD_AEVP, o nosso clube de robótica, nascido das atividades das TIC em 3D e do projeto Fab@rts. Contámos com a presença de alguns dos alunos do clube, e da coordenadora do Centro de Recursos Poeta José Fanha.


O destaque no nosso espaço estava na impressão 3D, mostrando os que os nossos alunos têm feito em contexto de aula TIC, projectos interdisciplinares ou livremente, como actividade do clube. Optámos por levar a impressora do projecto Fab@rts, para divulgar as actividades do nosso sonhado e em construção makerspace na biblioteca da escola.


Também trouxemos um kit CodyRoby, para mostrar atividades de introdução à programação, a acompanhar as primeiras experiências com um kit LittleBits.


Montámos um pequeno circuito que acendia luzes sempre que o sensor ficava obscurecido.


De entre os muitos projectos patentes neste evento, um que nos é especialmente querido: o robot Anprino. Há poucos meses atrás era uma ideia na mente da Fernanda Ledesma da ANPRI e do Luís Dourado da AE Augusto Cabrita, ainda em malha poligonal na minha conta do Tinkercad. Hoje, é um enxame, e com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, irá crescer ainda mais. É uma excelente sensação e um orgulho, estar a participar neste projecto.


Vamos fazer o trabalho de casa? Em fevereiro iremos ao RobôOeste, organizado pelo Clube de Robótica da Escola de S. Gonçalo, aprender a soldar, montar e programar um destes mecanismos. Os alunos do LCD_AEVP que estiveram presentes passaram pelo espaço, numa antevisão do que iremos fazer.


Aproveitámos o tempo do evento para imprimir trabalhos em curso. Agora, os projectos de casas ecológicas criados no âmbito do intercâmbio eTwinning Rainbow Village.


Uma das alunas do LCD_AEVP explica como se modela em 3D aos visitantes.


Os trabalhos dos alunos impressos em 3D em destaque. Thingmaker Design, Sketchup Make e Tinkercad foram as aplicações cujo potencial mostrámos.


Nestes eventos, não queremos que os nossos alunos fiquem no nosso espaço. Incentivamos a que visitem o evento, aprendendo e ganhando novas ideias. Quando dei por mim, estavam todos contentes a programar led pixels em Raspberry Pi...


Suspeito que tenho de investir num RasPi...


Fizemos algumas demonstrações de voo programado de drones, mas o local do nosso espaço, o varandim do átrio central do Pavilhão do Conhecimento, não nos pareceu oferecer condições de voo sem risco de quem estivesse no andar de baixo nos devolvesse peças de drone despenhado.


Entre impressões finais e de teste, o nosso projecto eTwinning segue com força.

Terminámos assim um dia de partilha e aprendizagem, tornado muito especial por estarmos acompanhados por alguns dos alunos que tornam o nosso incipiente clube de robótica um espaço tão divertido e prometedor. Um agradecimento especial aos seus pais e encarregados de educação, por ajudarem na logística de transportes e estarem também presentes connosco!