terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Circuitos em Segundos



Mais duas adições para os espaços maker da escola: um kit LittleBits e um kit solar. Suspeito que os alunos do LCD irão apreciar...


O LittleBits é o que mais possibilidades desperta, e mal abri a caixa tive de experimentar.


Não mentem, é mesmo fácil criar circuitos electrónicos com este kit. A caixa promete circuits in seconds e depressa se fizeram umas experiências. Será que.... controlando o LittleBits com sensor de luz e imprimindo a base de um carro, poderemos construir um veículo? Venham daí ideias!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

LCD a Programar!


Tendo o espaço escolar em obras, sem conectividade nas salas de informática e centro de recursos que permita desenvolver actividades Hour of Code de forma alargada, seguimos outro caminho. Vamos desafiar os alunos do Laboratório de Criatividade Digital, que passam as sessões do clube a construir com Legos, voar drones em voo programado, e a mexer com modelação e impressão 3D, a experimentar as actividades sequenciais do Vamos Programar. Como? Não temos computadores, mas temos tablets, graças ao apoio da Rede de Bibliotecas Escolares no âmbito do projecto Fab@rts, que nos permitiu integrar a impressão 3D dentro do espaço da biblioteca. É a nossa pequena contribuição, a possível neste ano. Não queríamos deixar passar a iniciativa!

Acabámos de registar a nossa actividade, LCD a Programar! circunscrita aos alunos do LCD. Mas como as sessões do clube decorrem sempre no espaço da biblioteca escolar, sempre cheia de alunos, suspeitamos que se vá alargar a mais participantes. Na próxima sexta-feira, para além dos voos programados de drones, impressão 3D e aquele Lego RCX que se vai tornar lendário, teremos a actividade Vamos Programar! para todos.

Só pudemos registar hoje. Antes de avançar, tínhamos de ter a certeza que as actividades Vamos Programar! funcionariam em tablets android. Como funcionam, avançámos!

(O Lego RCX tem história. Esquecido durante anos num armário, faz as delícias dos alunos do LCD. Infelizmente, as tentativas de o colocar a comunicar com o computador têm falhado, mesmo com drivers actualizados da torre de comunicações em infravermelhos para windows 7. Não o conseguimos programar, mas isso não trava os alunos, que adoram construir e reconstruir variantes de veículos e depois testar como andam utilizando os programas nativos do brick do RCX. Não o conseguimos programar, mas elaborar construções em Lego não deixa de ser uma boa actividade para o nosso espaço maker. Para o próximo período estabelecemos como desafio dominar o robot que iremos trazer do evento RobôOeste, e montar o nosso Robot Anprino. Para este só precisamos de adquirir os componentes electrónicos... as peças, imprimimos nas nossas impressoras 3D.)

O Vamos Programar! é uma inspiração da Hour of Code trazida para Portugal pela FCT no âmbito do Movimento Código Portugal.

sábado, 3 de dezembro de 2016

FormIt





Às voltas com o FormIt, uma aplicação de modelação 3D da Autodesk. A busca por apps que permitam modelar em 3D em tablets Android tem sido uma das minhas guerras nos últimos tempos, por causa dos projectos em que tenho envolvido a escola. Se modelar em 3D no computador dá acesso a muitas vertentes e metodologias de trabalho, o tablet é muito portátil, relativamente barato e algo que anda nas mãos da maior parte dos meus alunos. A biblioteca da escola, no âmbito de um projecto de literacia digital e impressão 3D, está dotada de um grande número destes equipamentos. Para muitas tarefas, substituem o computador. E no 3D, como é?


Para utilizadores de iPads, existe um grande número de aplicações de modelação 3D. Mantenho algumas debaixo do radar: a Gravity Sketch, pela facilidade de modelação, e a Morphi, pelo investimento que o seu criador faz no mesmo tipo de trabalho que desenvolvo nos projectos TIC em 3D/Fa@rts, centrado nas CTEM, colocando a modelação e impressão 3D nas mãos das crianças. É um ecossistema diverso, com muitas apps à escolha. Há uma razão para isto: a Apple adquiriu as patentes das tecnologias de interacção 3D em tablets que permite a modelação.


Em Android o panorama não é animador. Contam-se pelos dedos de uma mão as aplicações na Playstore da Google que oferecem soluções de modelação 3D simples e intuitivas. A maior parte delas não garante grandes resultados, dá problemas de compatibilidade, ou está limitada no tipo de trabalho que se pode fazer. As aplicações web, como o Tinkercad e o My.Sketchup, não correm nos browsers dos tablets. Das aplicações disponíveis, o Sculpt+ da Autodesk permite modelar em escultura digital, mas gera ficheiros com malhas poligonais muitop densas, um pesadelo de tratar para impressão 3D. O Thingmaker Design é excelente e divertido, mas não permite ir além da conjugação das suas peças modulares. O 3DCreationist é prometedor, possibilitando modelação por primitivos, mas o seu interface é problemático e dificulta a criação. O exótico SubDivFormer permite boas aventuras em subdivisão de superfícies, mas as versões mais recentes geram um tipo de STL ilegível por qualquer outra aplicação. Resta o FormIt, que durante muito tempo pensei que serviria para pouco mais do que aglutinar cubos. Há uns tempos atrás, dei-lhe uma segunda oportunidade e dediquei-me a ver uns tutoriais em vídeo. Percebi que ao contrário do que pensava, esta app é uma ferramenta poderosa, diria que quase um Sketchup Make para tablets. E não se fica por aí.




O FormIt está integrado com a solução cloud A360 Drive da Autodesk. Se se modelar em tablet, a única forma de descarregar o projecto (em OBJ)  é exportar para a drive A360. É um passo bizantino, especialmente se se perceber que o FormIt também pode ser utilizado no PC quer como aplicação instalada no computador quer como web app, a correr no browser. Acedendo ao FormIt na web com uma conta Autodesk, podemos editar qualquer ficheiro que esteja na drive A360.


Trabalhar com o FomIt no tablet tem as suas agruras. Há procedimentos muito fáceis, outros nem por isso. Criar extrusões é simplíssimo - basta tocar numa superfície para a seleccionar e empurrar com o dedo para gerar uma forma. As inferências ajudam ao traçado de linhas. Podemos utilizar operações de união e intersecção (para modelar para impressão 3D, a união ajuda imenso a obter malhas poligonais estanques). Outras operações, como a rotação, posicionamento e escalagem, apesar de simples colidem com algumas opções de interface e poderiam ser mais fluídas. No global, é fácil de utilizar, tem uma curva de aprendizagem rápida, apenas as problemáticas inerentes ao tipo de interface de tablet complicam o trabalho nesta app.


Ou seja, posso modelar no tablet, sincronizar com a conta Autodesk (a mesma para o Tinkercad e Autodesk 123), e posteriormente utilizar o FormIt A360 Web no browser para rever, melhorar ou aplicar ferramentas de modelação mais avançadas ou trabalho de texturas. No browser podemos descarregar directamente para o computador o projecto em STL, OBJ e nos formatos da Autodesk.




A experiência mostrada neste post é um modelo criado integralmente no meu tablet, da modelação 3D à texturização. Mostra que a ferramenta é mais poderosa do que aparenta. Exportar do FormIt A360 web permitiu obter um ficheiro OBJ que o Bryce reconheceu e permitiu rever texturas e fazer um rendering mais complexo. Para o Sketchfab foram importados o OBJ e materiais directamente gerados pelo A360. Ainda não experimentei imprimir em 3D, mas os ficheiros STL gerados pelo FormIt costumam passar sem erros, ou com erros mínimos, na análise e validação com o netfabb.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Instantes


O que é que estamos a imprimir no Centro de Recursos Poeta José Fanha? Na sessão da semana passada do LCD_AEVP, os alunos estiveram a modelar decorações de natal no Sculpt+.


O FormIt, da Autodesk, tem um enorme potencial de modelação 3D, embora não seja das aplicações mais fáceis de utilizar. Vamos reforçar a sua aprendizagem junto dos alunos, e como habitual, a persistência é recompensadora. Na terceira sessão de uso, a criadora deste projecto já consegue criar formas com alguma complexidade.


Estando o FormIt integrado numa conta Autodesk, foi fácil sincronizar com o serviço cloud A360. Desafiei a criadora deste projecto a passar ao meu gabinete de trabalho (de momento, os computadores do Centro de Recursos estão desligados). Usando a versão web do FormIt, descarregámos em STL, verificámos a integridade da malha poligonal no netfabb, e no final da sessão do LCD deixámos a impressora 3D a imprimir este objecto.


Pronto a descolar? Mais do que estímulo à programação, as atividades com drones assumem agora o carácter de treino para o RobôOeste. Sabemos que no evento teremos de aprender a programar em Picaxe, mas se o modo de pensar em programação estiver consolidado, o resto é uma questão de esforço.


Apesar de não estarmos a conseguir ligar o Lego RCX ao computador para programação, os alunos do LCD adoram montar, desmontar e recomentar várias combinações de veículos e depois testar com os programas pré-carregados no brick.


Hoje, por exemplo, criaram um veículo com o centro de gravidade deslocado que, ao fim de alguns metros, dá uma pirueta. 






O LCD já tem mascote a condizer. Bite our shiny digital creativity! Fizemos batota, utilizámos um modelo encontrado no Thingiverse em vez de modelar de raiz. A Beeinschool das TIC fez a impressão, em filamento translúcido.


Mais uma das criaturas criadas no Codeweek 3D. A impressão que ocupou a impressora durante esta semana...


Com dois bonecos articulados, o que é que poderemos fazer? Com uma máquina fotográfica, um tripé e um cenário a condizer, talvez uma animação? Fica para a semana...


Fim de sessões, fim de semana de trabalho nas TIC em 3D/LCD_AEVP/Fab@rts. Hora de dar descanso às impressoras. Deixámos o Bender a tomar conta da Beethefirst da biblioteca.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Identidade







Como escolher? Desafiámos os alunos do LCD a criar um logótipo para o clube, para aplicar em cartões de identificação. Recebemos de uma aluna estas seis propostas... o primeiro é muito adequado ao que precisamos, mas os outros também terão utilidade.



... e ainda uma mascote! O professor, geek assumido, aprova.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Robô Oeste


Organizado pelo clube de robótica da Escola de S. Gonçalo, o Robô Oeste é um evento onde durante dois dias grupos de participantes serão desafiados a construir, programar e testar um robot em diversas provas. Este ano, um grupo de alunos do Laboratório de Criatividade Digital do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro vai estar, pela primeira vez, presente neste evento. São três alunos brilhantes, e um professor que percebe pouco de programação e tem medo de ferros de soldar, mas pensa que tão importante como transmitir o que sabe é o abrir horizontes e proporcionar experiências e oportunidades de desenvolvimento aos alunos.

Uma aluna empenhada, que já esteve connosco na Maker Faire, e não tem medo de explicar o que é isso da impressão 3D a qualquer pessoa. Um daqueles raros alunos que nos interrompe a qualquer hora para aprofundar mais o tema em discussão, e grande fã de programar os nossos drones em esquemas de voo inesperados. Nas mãos dele, as probabilidades dos drones voarem contra a parede são baixas. Outro aluno, minecrafter atento e construtor exímio de robots em Lego. Só não irão mais porque a equipe está restrita a quatro e requer a presença de um adulto como elemento, mas esperamos poder contrabandear mais um ou outro aluno como assistente...

O nosso objectivo não é o de ganhar competições. Aliás, estamos apostados em vir de Torres Vedras com um muito honrado último lugar. Queremos aprender os elementos de electrónica e programação que são a base deste evento, para depois trazer esses conhecimentos, e um robot, para a nossa escola. E daí disseminar junto dos restantes alunos que fazem parte do LCD_AEVP. É a primeira vez que participamos num evento destes. Não estamos preparados, mas estamos com vontade de arriscar e aprender. O verdadeiro objectivo é o de trazer de lá ideias, plantar sementes na nossa escola, que com tempo e trabalho irão germinar em resultados inesperados.

sábado, 26 de novembro de 2016

Instantes


Arrancámos a fase de impressão dos marcadores criados em TIC.






Professor, posso fazer o logotipo do canil do meu pai? Claro. Suspeito que em breve haverá um encarregado de educação muito orgulhoso do seu filho...


No eTwinning, ultimamos o treino de modelação no computador e tablet para criar os edifícios da Rainbow Village. Treinei demasiado bem estes alunos o ano passado. São uns ases no Sketchup Make, e como o FormIt no tablet não lhes permite fazer tão facilmente o que fazem tão bem no computador, não estão a gostar da experiência.





E o que é que irão modelar em Sketchup para o projecto eTwinning? Em Educação Visual, os projectos de casas mais ecológicas para a Rainbow Village estão a ser finalizados. Do esboço passaram à representação rigorosa em isometria.


O LCD_AEVP já tem mascote e está quase a ter logotipo. Tinha de ser o Bender...

Esta semana, tivemos uma encomenda: ornamentos de natal para o Centro de Recursos. Deixámos o Lego RCX na garagem, e só o drone voou com voo programado. E a equipe que irá ao RobôOeste está escolhida. Só falta fazer a inscrição!

Workshop Introdução à Impressão 3D - Lisboa


Hoje foi assim, na sala Escola do Futuro do Museu das Comunicações em Lisboa. Workshop de Introdução à Impressão 3D da ANPRI. Três horas intensas e exigentes, porque condensar técnicas, potencialidades e introdução a esta tecnologia é tarefa ingrata. A quantidade de ideias, conhecimentos, metodologias e aplicações de trabalho partilhada é muito elevada, e esperamos que entre a introdução deste momento de formação e os materiais complementares que disponibilizamos aos formandos, estes ganhem algumas bases que lhes permitam iniciar o seu próprio percurso pessoal de descoberta desta fantástica tecnologia, cheia de potencial.


Desenganem-se, as minhas fotos foram todas tiradas no final da sessão. Não houve tempo para ser de outra maneira. Para este workshop, a Anpri disponibilizou a sua impressora 3D BEEINSCHOOL, e complementei com exemplos tácteis de trabalhos desenvolvidos pelos alunos do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro. Os nossos bonecos, modelos moleculares, brinquedo vencedor do concurso Codeweek 3D e modelo da fachada do convento de Mafra despertaram a atenção dos participantes.


A formação iniciou-se pelo essencial, a introdução à modelação 3D em Tinkercad, com o clássico desafio de modelar um porta-chaves. É um exercício simples que permite iniciar conceitos elementares da modelação 3D. Mas não nos ficámos por aqui. Também se abordou um pouco de Sketchup e Inkscape, mostrando como na modelação 3D podemos conjugar diversas aplicações para criar. Mostrou-se também o processo de preparação de um modelo para impressão, com correcções e validação de mesh no netfabb, e correcções e remeshing no Meshlab. Mostrando que o tablet começa a ser uma poderosa ferramenta de modelação, fizeram-se curtas demonstrações do 123D Catch (fotogrametria), escultura digital no Sculp+, a simplicidade modular do Thingmaker Design e a integração do FormIt em app para tablet e web app. E não pudemos deixar de mostrar o que o Mineways faz aos mapas do jogo Minecraft, extraindo a informação 3D para impressão dos modelos criados pelas crianças no jogo.

O uso e manutenção das impressoras 3D também foi abordado, mostrando como funciona a tecnologia FDM/FFF, como utilizar o Beesoft para controlar a impressora e imprimir objectos com opções de impressão (resolução, densidade, suportes, raft). Também houve tempo para falar um pouco da tecnologia de manufactura aditiva e das suas potencialidades pedagógicas.

De facto, é muita informação para um espaço de tempo tão curto. E ainda ficou muito por dizer. Teremos de equacionar uma acção de formação formal, mais alongada, que permita aos formandos aprofundar estas questões.


Andava por lá um bom exemplo das potencialidades pedagógicas da impressão 3D como ferramenta aliada a outras do crescente arsenal de tecnologias educativas: o robot Anprino. Fiquei a saber que estes dois protótipos já têm nome. O  segue-linhas/desvia obstáculos foi apelidado de Luís, por causa do Luís Dourado, que andou de volta da electrónica e programação do Anprino. O controlado por bluetooth é o artur, o despistado. Certeiro, diria!

No final da formação, um dos simpáticos responsáveis do Museu das Comunicações perguntou-me quantos formandos estiveram presentes no workshop. Para aí uns quinze, disse. Era a informação que tinha, sabendo que também estariam presentes três elementos do Museu. "Contei 21", disse o segurança. Whoa! É bom ver o interesse na impressão 3D em contextos educativos a crescer, sem hype e com muita reflexão. É um ponto que saliento sempre nestes momentos. Esta tecnologia pode ser uma enorme mais-valia para os nossos alunos, mas temos que saber o que queremos dela, senão arrisca-se a tornar-se mais um objecto que depois do entusiasmo inicial fica numa sala, ou numa arrecadação da escola, a apanhar pó por falta de uso. Para evitar isto, há que reflectir, ler, investigar e partilhar. Confesso que tenho um enorme gosto por poder dar a minha contribuição para que esta tecnologia se dissemine entre os professores, e uma enorme gratidão à ANPRI pela abertura que demonstra, que se tem traduzido nos estimulantes desafios em que participo.

Edit: Fui consultar os registos e reparei que foi há exactamente um ano que, com a ANPRI, foi desenvolvido também no espaço Sala do Futuro aquele que foi o primeiro workshop de introdução à impressão 3D para professores. De 28 de novembro de 2015 a 26 de novembro de 2016, digamos que tem sido um ano emocionante!

domingo, 20 de novembro de 2016

BAD Jobs


Estivemos presentes no BAD Jobs, mercado profissional de bibliotecas, arquivos e museus. O evento, com o tema Formação e Profissão: Que Futuro?, reuniu no espaço do mercado 31 de janeiro em Lisboa bibliotecários, arquivistas e documentaristas. Contou ainda com a presença de diversos projectos ligados às bibliotecas, promoção do livro e da leitura, arquivismo digital, promoção de literacias e bibliotecas escolares.

Estivemos presentes no âmbito do Fab@rts, projecto conjunto das TIC em 3D e Centro de Recursos Poeta José Fanha, possibilitado pelos prémios de mérito da Rede de Bibliotecas Escolares, que dinamiza um makerspace no espaço da biblioteca escolar, para já centrado na impressão 3D e uso de tablets mas a começar a crescer para a robótica e programação. Uma aposta das equipes PTE e Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas Venda do Pinheiro, promovendo uma ideia de biblioteca aberta às literacias do século XXI, tornando acessíveis e próximas aos nossos alunos tecnologias avançadas, quer na óptica da divulgação quer na do estímulo à sua utilização.


A bancada do Fab@rts, completa com a impressora 3D do Centro de Recursos, amostras de objectos criados em TIC e também nos concursos promovidos no âmbito da Codeweek, livros alusivos ao tema, tablets com as principais apps com que trabalhamos (FormIt e Thingmaker Design). No Magalhães, uma apresentação do projecto.


Entre os diversos projectos divulgados durante o evento, interessou-nos especialmente o Newton Gostava de Ler!, de uma biblioteca escolar da zona de Sintra. A literacia científica é um dos seus eixos, e uma das vertentes que nos mostraram, o Difrat'arte, deu-nos ideias. Com óculos de 3D estereoscópico de chroma depth, pudemos ver desenhos e pinturas que se no papel eram em 2D, com os óculos ganhavam profundidade. Como? Graças à ciência da óptica. Os alunos do ensino básico, monitores que nos explicaram o como e o porquê deste efeito foram espantosos. Como referiu uma das monitoras, já no secundário, "desculpe algumas imprecisões, mas quem lhe explicou ainda não deu estas matérias na escola". Não notámos a diferença!


A curiosidade sobre a impressão 3D foi tema de conversa na nossa banca, com visitantes e participantes a descobrirem algo mais sobre esta tecnologia e o que se pode fazer com ela na escola. Em muitos casos, foi um primeiro contacto com a impressão 3D. Muitos dos visitantes ficaram incrédulos ao descobrir que este é um projecto educativo numa escola pública. Não são uma empresa é uma pergunta que ouvimos várias vezes.

Mais interessante foi a sede de aprender dos alunos monitores de outros projectos de escolas que vieram ter connosco a querer saber mais sobe a impressão 3D. Ao mostrarmos como se fazia, explicando como funciona a impressora, e como se modela em 3D, uma das alunas comentou, incisiva, "se eu tivesse aprendido isto quando tive TIC, não tinha saído de lá a achar que aquilo era inútil. Nós só aprendemos word, powerpoint e excel..." Ficou muito contente quando lhe falámos das escolas que apostam na robótica e programação para estimular a aprendizagem da tecnologia digital. 


Foi um dia de sábado passado a aprender e partilhar, junto de um público muito específico e num local algo peculiar. Diga-se que nestas aventuras da impressão 3D já temos andado por locais inesperados. Centros comerciais, palcos de auditórios, e agora junta-se à lista um mercado lisboeta, com o andar de baixo num bulício de venda de hortaliças, legumes e peixe. As nossas impressoras andam por sítios curiosos...

Instantes


Em TIC, a finalizar os desenhos em SVG para os marcadores impressos em 3D e já a experimentar o Tinkercad.






Os marcadores já começam a sair da impressora!





No mini makerspace do Centro de Recursos, a semana foi dedicada ao segundo vencedor do Codeweek 3D. Ficou impresso, e impressionante!


Suspeito que se a professora de inglês nos apanha, nos dá um valente sermão. Depois de construir um texto alusivo ao projecto eTwinning, os alunos pedem alguma ajuda ao Google Translate para passarem para inglês. Claro, vai requerer uma versão final.


Entretanto, afinam as suas capacidades no Sketchup Make. Suspeito que sairão daqui belíssimos projectos para a Rainbow Village.





Já nos tablets, não se sente que esteja a correr tão bem. Estando já habituados às capacidades avançadas da modelação 3D no computador, sentem-se frustrados pelas limitações das apps de modelação 3D.


Curiosamente, o contrário passa-se no LCD_AEVP. Neste momento, uma das alunas integrantes está a ensinar um novo elemento a modelar no FormIt.


Hora de rodar. No LCD estamos a trabalhar com robots, drones e impressão 3D. Os elementos vão rodando entre actividades, aprendendo de acordo com os seus interesses. Brevemente, será hora de colocar alguns desafios...


Se este Lego RCX entretém os alunos com as imensas possibilidades de construção, está difícil conseguir que comunique com um computador para ser programado. Hora de pensar num novo robot? Talvez um Anprino?

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Formações de 3D e Impressão 3D - Mafra



Já está disponível o plano de formação do Centro de Formação da Associação de Escolas Rómulo de Carvalho (Mafra) para o ano letivo de 2016/2017. Este ano, estão incluídas diversas ações e workshops que partilham o trabalho desenvolvido no âmbito das TIC em 3D e Fab@rts. É uma boa oportunidade para professores da zona do concelho de Mafra descobrirem o mundo do 3D, e o seu potencial na educação.

Ações de Curta Duração:
18 de janeiro: Utilização de tablets em contexto educativo
22 de fevereiro: Impressão 3D
3 de maio: Modelação e impressão 3D

Ações de Formação:
janeiro: Introdução à Modelação 3D: projetos pedagógicos com Sketchup Make (25h)
julho: Fab@rts: aprender a modelar em 3D (25h)

Para saber mais sobre estas ações, visite a página do CFAERC. As inscrições são efetuadas online, no formulário de inscrições.

domingo, 13 de novembro de 2016

Instantes


Projecto terminado. Agora é hora de preparar o próximo projecto de impressão de trabalhos de alunos do segundo semestre do ano passado. Estamos a recuperar atrasos...






Nas aulas de TIC, os alunos estão a aprender a usar aplicações de DTP para vectorizar desenhos. Mais tarde, irão transformá-los em peças em 3D.


Também nas aulas de TIC, os alunos do projecto Raibow Village elaboram e discutem uma história sobre o projecto. 





Em Educação Visual, avançam os estudos de casas sustentáveis. O objectivo é representar rigorosamente, para posteriormente trabalharem em 3D.


Os alunos do LCD_AEVP avançam nos desafios com os drones.





Fomos visitados pelo responsável do projecto Arte Estúdio Imaginário, e enquanto apresentávamos as vertentes actuais do LCD_AEVP, falámos de aplicações de modelação 3D. "Bem, o SubDivFormer é interessante, mas não tem grandes possibilidades“, dizia-mos. "Olhe", diz o aluno, interrompendo-nos, "acabei de fazer isto...". Bem, prova que não há absolutos totais.


O makerspace Fab@rts avança. Agora estamos a imprimir o segundo classificado do concurso Codeweek 3D. Duas peças já estão. Só faltam vinte e nove...